Matéria bem legal sobre o nosso trabalho que saiu hoje no jornal Folha de São Paulo.
Aparelho mede pressão do cérebro sem furar o crânio
GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO
Uma nova técnica para medir a pressão interna do crânio foi desenvolvida por pesquisadores da USP.
O método não requer a perfuração do crânio e é mais barato do que o usado hoje.
A tecnologia, criada por uma equipe da USP de São Carlos, já foi testada em oito pacientes do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
O monitoramento é necessário quando há suspeita de aumento da pressão do crânio, como em derrames, tumores cerebrais, traumatismos e hidrocefalia.
No método tradicional, os médicos perfuram a calota craniana para medir a alteração da pressão com um sensor, o que pode causar infecções pelo contato entre o cérebro e o meio externo.
Com a nova técnica, é feita uma incisão no couro cabeludo e um sensor é colado no crânio, sem perfurar o osso.
"É muito difícil haver infecção e, se houver, será na pele e de fácil tratamento", diz o farmacêutico-bioquímico Gustavo Frigieri, que fez os testes com o equipamento em sua tese de doutorado.
"O corte na cabeça pode ser feito em ambulância, ambulatório e não precisa nem de centro cirúrgico."
Segundo o físico Sérgio Mascarenhas Oliveira, coordenador do grupo que desenvolveu a tecnologia, a técnica pode beneficiar centenas de milhares de pessoas.
"O número de traumas é muito grande, sobretudo no trânsito", diz.
Para medir a pressão sem furar o osso, a equipe de Mascarenhas usou um sensor que mede a deformação de materiais na engenharia.
O equipamento foi adaptado para o uso em seres humanos e mede a pressão pela dilatação do crânio. "Quanto maior a pressão, maior a dilatação", diz Frigieri.
O equipamento da USP é mais barato do que o utilizado hoje: o sensor custa R$ 400 e o monitor, R$ 5.000.
Já o método tradicional usa equipamentos importados. Segundo Frigieri, o monitor custa cerca de R$ 50 mil e um sensor descartável, pelo menos R$ 1.500.
Além disso, a nova tecnologia não requer uma equipe de cirurgiões; basta um médico que faça o corte na pele e que seja treinado a operar a máquina.
Os pesquisadores esperam que, com o baixo custo, a tecnologia possa ser oferecida no Sistema Único de Saúde, que não cobre os gastos do monitoramento tradicional, usado só na rede privada e em hospitais universitários, segundo o pesquisador.
Para José Marcus Rotta, presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, a técnica traz avanços.
Segundo ele, o aparelho pode adiantar o trabalho se o paciente tiver sofrido traumatismo longe do hospital.
"Seria fantástico usá-la numa ambulância, já que não se pode fazer a perfuração do paciente na rua."
Mas ele lembra que, em alguns casos, a perfuração do crânio é feita não só para monitorar a pressão mas também para tratar o problema. Além disso, o médico diz que mais testes são necessários.
Os pesquisadores da USP esperam atingir a marca de 30 pacientes monitorados com o novo equipamento e registrá-lo na Anvisa até o final do ano para iniciar sua comercialização.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Alucinógenos que podem curar
Alucinógenos que podem curar
Em horas, substâncias psicoativas são capazes de induzir realinhamentos psicológicos profundos que exigiriam décadas para serem alcançados no divã.
por Roland R. Griffiths e Charles S. Grob
Vale a pena ler, link: http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/alucinogenos_que_podem_curar.html
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Vale a pena ler, link: http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/alucinogenos_que_podem_curar.html
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Entrevista sobre meu trabalho de doutorado.
Segue link para assistir entrevista sobre meu trabalho de doutorado.
http://www.cienciaweb.com.br/tv/play.php?vid=548
http://www.cienciaweb.com.br/tv/play.php?vid=548
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